DEPOIMENTO DE UMA PESSOA COM DOR CRÔNICA
Eu posso ser “eu com dor"!
Quando estou com dor e me perguntam: “Como você está?” e eu respondo: “Estou bem”. Posso estar mentindo, ou não!
Eu simplesmente não quero explicar. Estou cansada disso!
Ninguém pode fazer nada. Eu só quero lidar com a dor, sem ter que falar discutir ou ser compreendida a respeito disso.
É complicado!
Não quero e nem preciso de simpatia, dó ou piedade. Nem de conselhos, nem de sugestões.
Não quero falar sobre a dor. Eu só quero lidar com ela. É mais fácil rir, colocar uma máscara.
Mas para a família posso dizer o quando a dor é uma merda!
Não tenho que explicar! Eu posso ser “eu com dor”! E posso cuidar de mim pessoalmente.
Posso estar tendo um bom dia com dor! Esses acontecem e até sinto que posso realizar grandes coisas... Com moderação!
Posso funcionar, além da dor, assumindo uma mentalidade diferente. Posso funcionar não pensando na dor, tentando sorrir muito e manter o humor em alta. Isso treina meu cérebro para liberar os hormônios da felicidade.
Eu quero permanecer livre da negatividade para poder lidar com a dor.
Também quero lidar, da melhor forma possível, com o estresse que ela me causa.
Vou relaxar, respirar, descansar em meu tempo livre, me distrair, trabalhar, fazer coisas, viver!
Eu posso ser “eu”, com dor.
Excelente texto!!! Ele expressa com sinceridade a vivência de quem convive com a dor crônica. Ele mostra que sentir dor não define a pessoa por completo e destaca a importância do respeito aos limites, às escolhas e ao modo como cada um aprende a lidar com o sofrimento.
Excelente texto!!! Ele expressa com sinceridade a vivência de quem convive com a dor crônica. Ele mostra que sentir dor não define a pessoa por completo e destaca a importância do respeito aos ...
Achei muito importante esse ponto de ‘ser eu com dor’, sem a necessidade de explicar ou justificar o tempo todo. Isso reforça a importância da empatia e do respeito ao espaço de quem convive com dor diariamente. Muito reflexivo!
Achei muito importante esse ponto de ‘ser eu com dor’, sem a necessidade de explicar ou justificar o tempo todo. Isso reforça a importância da empatia e do respeito ao espaço de quem convive ...
Excelente reflexão!